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UniversoOposto
2025-05-31
Guia Astronómico de Junho: Fenómenos Celestes a Não Perder
O mês de junho traz consigo uma série de fenómenos astronómicos que irão maravilhar tanto os curiosos quanto os amantes mais experientes da astronomia. Este será um mês ideal para observar planetas, aglomerados estelares, chuvas de meteoros e até uma das luas cheias mais emblemáticas do ano. Com ou sem telescópio, há muito para descobrir no céu de junho.


1 de Junho – Vénus na sua Máxima Elongação O planeta Vénus atinge no dia 1 de junho a sua máxima elongação a oeste, ou seja, o ponto em que se encontra mais afastado do Sol na linha de visão da Terra. Este é o melhor momento para o observar, especialmente nas primeiras horas do dia, antes do nascer do Sol. Vénus será visível no horizonte oriental e poderá ser facilmente identificado pelo seu brilho intenso, sendo muitas vezes confundido com uma estrela muito brilhante. Com telescópio, é possível observar a sua fase, semelhante às fases da Lua. 3 de Junho – Conjunção da Lua com Marte Na madrugada de 3 de junho, ocorrerá uma conjunção entre a Lua e Marte. Os dois corpos celestes estarão visualmente próximos no céu, proporcionando um espetáculo digno de registo fotográfico. A Lua, ainda em fase crescente, e Marte, com a sua coloração avermelhada, formarão um belo par no céu oriental. Esta conjunção será visível a partir das primeiras horas da madrugada, especialmente em locais com boa visibilidade do horizonte leste. 6 a 17 de Junho – Chuva de Meteoros Ariétidas As Ariétidas são uma chuva de meteoros menos conhecida por ocorrer, em grande parte, durante o dia. No entanto, entre os dias 6 e 17 de junho, e especialmente por volta do pico previsto para o dia 7, alguns meteoros poderão ser visíveis nas horas que antecedem o amanhecer. O radiante desta chuva localiza-se na constelação de Áries, mas os meteoros podem surgir de qualquer ponto do céu. Para quem estiver disposto a acordar cedo, este fenómeno pode oferecer momentos inesperados de beleza e surpresa. 21 de Junho – Lua Cheia de Morango e Solstício de Verão A lua cheia de junho, tradicionalmente conhecida como "Lua de Morango", ocorrerá no mesmo dia do solstício de verão: 21 de junho. Esta coincidência torna o evento ainda mais especial, marcando não só o início oficial do verão no hemisfério norte, como também uma das luas cheias mais observadas do ano. O nome "Lua de Morango" tem origem nas tradições dos povos nativos norte-americanos, que associavam esta fase lunar à época da colheita do morango silvestre. Apesar do nome, a cor da Lua mantém-se habitual, podendo adquirir tons dourados ou alaranjados quando próxima do horizonte. Aglomerado de Hércules (M13) – Visível Durante Todo o Mês Durante o mês de junho, o aglomerado estelar de Hércules, também conhecido como M13, estará numa posição privilegiada para observação. Este aglomerado globular é composto por centenas de milhares de estrelas e é um dos mais brilhantes do hemisfério norte. Localiza-se na constelação de Hércules e, em noites com pouca poluição luminosa, pode ser observado a olho nu como uma pequena mancha difusa. Com binóculos ou telescópios, revela toda a sua beleza e complexidade. Júpiter e Saturno de Regresso ao Céu Matinal À medida que o mês avança, os planetas Júpiter e Saturno voltam a surgir no céu da madrugada. Júpiter será o primeiro a tornar-se visível, a leste, antes do nascer do Sol. Saturno seguirá, mais discreto, mas igualmente observável com instrumentos ópticos. Com telescópio, é possível observar as bandas de nuvens de Júpiter, as suas luas maiores, e os anéis de Saturno. Trata-se de uma excelente oportunidade para quem deseja iniciar-se na observação planetária. Data | Evento Astronómico 1 de junho | Vénus na sua máxima elongação 3 de junho | Conjunção da Lua com Marte 6 a 17 junho | Atividade da chuva de meteoros Ariétidas 21 de junho | Lua Cheia de Morango e Solstício de Verão Durante o mês| Aglomerado M13 visível no céu noturno Fim do mês | Júpiter e Saturno visíveis ao amanhecer Conclusão Junho é um mês rico em eventos astronómicos, oferecendo oportunidades únicas para observar o céu e compreender melhor os movimentos celestes. Estes fenómenos são acessíveis a todos, bastando apenas disposição para acordar cedo ou ficar acordado até mais tarde, e um local com boa visibilidade do céu.
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